
Se a sua empresa faz entregas diariamente, provavelmente você já ouviu falar em TMS. Mas será que toda empresa realmente precisa investir nesse tipo de sistema?
A resposta é: depende do estágio da sua operação.
O que é um TMS?
TMS significa Transportation Management System (Sistema de Gerenciamento de Transportes).
É um software desenvolvido para controlar e gerenciar toda a operação logística de transporte, desde o planejamento das cargas até o acompanhamento das entregas.
Dependendo da solução, um TMS pode oferecer recursos como:
Planejamento de entregas;
Emissão de documentos fiscais e de transporte;
Controle de fretes;
Gestão de transportadoras;
Acompanhamento de veículos;
Indicadores de desempenho;
Integração com ERP;
Controle de custos logísticos.
Empresas com operações complexas costumam utilizar um TMS para centralizar toda a gestão do transporte.
Mas toda empresa precisa de um TMS?
Nem sempre.
Muitas distribuidoras, atacadistas e indústrias possuem uma operação relativamente simples:
Frota própria;
Alguns motoristas;
Dezenas ou centenas de entregas por dia.
Nesses casos, o maior problema normalmente não é controlar documentos ou contratos de frete.
O desafio costuma ser outro:
Qual motorista fará cada entrega?
Qual a melhor sequência das entregas?
Como reduzir quilômetros rodados?
Como diminuir o consumo de combustível?
Como saber onde está cada entrega?
Esses problemas podem ser resolvidos sem a necessidade de um TMS completo.
Quando um TMS faz sentido?
Normalmente, um TMS passa a ser importante quando a empresa precisa controlar operações mais complexas, como:
Diversas transportadoras;
Contratação frequente de fretes;
Auditoria de fretes;
Grande volume de documentos fiscais;
Integrações com ERPs e sistemas corporativos;
Operações em várias filiais.
Nesses cenários, o TMS ajuda a organizar toda a cadeia logística.
Quando uma plataforma de roteirização pode ser suficiente?
Se o seu principal objetivo é tornar as entregas mais eficientes, uma solução especializada em roteirização costuma trazer resultados mais rápidos.
Ela permite:
Distribuir automaticamente as entregas entre os veículos;
Encontrar a melhor sequência de visitas;
Reduzir quilômetros percorridos;
Diminuir o tempo das rotas;
Acompanhar o andamento das entregas em tempo real;
Melhorar o atendimento ao cliente com previsões mais precisas.
Muitas empresas começam utilizando uma ferramenta de roteirização e, conforme crescem, passam a integrar essa solução a um TMS.
Como saber qual é a melhor opção?
Faça algumas perguntas:
O planejamento das rotas ainda é feito manualmente?
Seus motoristas percorrem trajetos maiores do que o necessário?
Você recebe muitas ligações perguntando onde está o pedido?
O combustível representa um dos maiores custos da operação?
É difícil saber o andamento das entregas durante o dia?
Se você respondeu "sim" para várias dessas perguntas, talvez o maior ganho da sua empresa não esteja em um TMS completo, mas sim na otimização das rotas e da operação de entregas.
Conclusão
Um TMS é uma ferramenta poderosa, mas nem sempre é o primeiro investimento que uma empresa precisa fazer.
Antes de buscar um sistema cheio de funcionalidades, vale a pena identificar onde está o maior gargalo da operação. Em muitos casos, apenas otimizar as rotas já reduz custos, melhora a produtividade da equipe e aumenta a satisfação dos clientes.
O importante não é ter o software mais completo. É ter a solução que resolve o problema que sua empresa enfrenta hoje.





