# Seu caminhão está cheio ou apenas parece cheio?

**O espaço ocupado dentro do veículo não significa, necessariamente, que sua capacidade está sendo bem aproveitada. E essa diferença pode estar custando caro para sua operação.**

Imagine a cena.

O carregamento terminou, a porta do caminhão foi fechada e, olhando rapidamente, parece que está tudo certo.

O veículo está cheio.

Ou pelo menos **parece estar.**

Agora imagine descobrir que aquela mesma quantidade de mercadoria poderia ter sido distribuída de outra forma e que, reorganizando as cargas entre os veículos, um dos caminhões nem precisaria ter saído naquele dia.

É nesse ponto que uma pergunta aparentemente simples começa a ficar cara:

**Sua frota está realmente sendo bem utilizada?**

## Caminhão cheio não significa caminhão otimizado

Quando falamos em capacidade de um veículo, é comum pensar primeiro em peso.

Se um caminhão suporta 8 toneladas e está transportando 7,5 toneladas, aparentemente temos uma boa utilização.

Mas peso é apenas uma das variáveis.

Dependendo da mercadoria transportada, o veículo pode atingir seu limite de espaço muito antes de atingir seu limite de peso.

O contrário também acontece.

O baú pode parecer vazio, mas a carga já atingiu o peso máximo permitido.

É por isso que uma boa composição de carga precisa considerar pelo menos dois fatores:

**peso e volume.**

Mas a complexidade não termina aí.

## O problema começa quando precisamos decidir o que vai em cada caminhão

Considere uma operação com:

*   120 entregas;
    
*   8 veículos;
    
*   diferentes capacidades de peso e volume;
    
*   clientes espalhados por várias regiões;
    
*   horários específicos para algumas entregas;
    
*   veículos com restrições de circulação.
    

Agora alguém precisa decidir:

**Qual pedido vai em qual caminhão?**

A primeira solução pode parecer simples: preencher um veículo até sua capacidade e depois passar para o próximo.

Só que logística não funciona como encher uma caixa.

Dois clientes próximos deveriam, sempre que possível, estar na mesma rota.

Um veículo maior pode não conseguir acessar determinada região.

Uma entrega pode possuir horário específico para recebimento.

E colocar determinado pedido em um caminhão pode alterar completamente a eficiência das demais rotas.

De repente, uma decisão aparentemente simples se transforma em milhares de combinações possíveis.

## É aqui que surgem os quilômetros desnecessários

Uma composição ruim não aparece apenas dentro do caminhão.

Ela aparece na rua.

Imagine dois veículos saindo do mesmo centro de distribuição.

O primeiro atende os clientes A, B, C e D.

O segundo atende E, F, G e H.

Visualmente, as cargas parecem bem distribuídas.

Mas existe um problema.

Os clientes A, B e E estão na mesma região.

Enquanto C, D, F, G e H estão em outra.

Os caminhões podem estar com uma ótima ocupação de carga e, ainda assim, a composição logística estar ruim.

Isso significa mais quilômetros.

Mais combustível.

Mais horas de motorista.

Mais desgaste dos veículos.

E possivelmente mais veículos na rua do que realmente seriam necessários.

**Otimizar uma carga não é apenas colocar o máximo possível dentro de um caminhão. É colocar as entregas certas no caminhão certo.**

## O custo do espaço que você não utiliza

Agora pense em algo que acontece todos os dias.

Um veículo sai com 70% da capacidade.

Outro sai com 75%.

Outro com 60%.

Individualmente, talvez nenhum desses números chame tanta atenção.

Mas, quando isso acontece diariamente em uma frota inteira, estamos falando de capacidade comprada, financiada, abastecida, segurada e mantida pela empresa que não está sendo completamente aproveitada.

E isso leva a uma situação interessante:

A empresa começa a acreditar que precisa de mais veículos.

Quando talvez precise apenas **utilizar melhor os veículos que já possui.**

> **Antes de aumentar sua frota, descubra quanto da frota atual você realmente utiliza.**

## "Mas sempre fizemos dessa forma"

Em muitas empresas, a composição das cargas ainda depende principalmente da experiência de quem realiza o planejamento.

E experiência operacional tem enorme valor.

Um bom profissional conhece regiões, clientes, motoristas e particularidades que dificilmente aparecem em uma planilha.

O problema surge quando esperamos que uma pessoa consiga analisar manualmente todas as combinações possíveis.

Com poucos pedidos e poucos veículos, isso pode funcionar muito bem.

Conforme a operação cresce, a quantidade de possibilidades cresce junto.

O planejador não está necessariamente fazendo um trabalho ruim.

Ele simplesmente possui uma limitação que todos nós temos:

**tempo para analisar alternativas.**

Ele precisa tomar uma decisão para que os caminhões possam sair.

## É justamente aí que a tecnologia muda o jogo

Um sistema de otimização pode analisar simultaneamente informações como:

*   peso de cada entrega;
    
*   volume da mercadoria;
    
*   capacidade de cada veículo;
    
*   localização dos clientes;
    
*   distância entre as entregas;
    
*   restrições de circulação;
    
*   horários de atendimento;
    
*   disponibilidade dos veículos;
    
*   características específicas da operação.
    

Em vez de simplesmente perguntar:

**"Cabe no caminhão?"**

Passamos a perguntar:

**"Qual é a melhor combinação entre essas entregas e os veículos disponíveis?"**

Essa diferença parece pequena.

Financeiramente, pode não ser.

## O objetivo não é encher todos os caminhões

Esse é outro ponto importante.

Uma operação otimizada não significa necessariamente colocar todos os veículos em 100% da capacidade.

Às vezes, fazer isso criaria uma rota extremamente longa ou inviabilizaria uma janela de entrega.

O objetivo é encontrar o melhor equilíbrio entre:

**ocupação + distância + tempo + restrições + nível de serviço.**

Em determinados dias, a melhor decisão pode ser deixar espaço disponível em um veículo.

Em outros, pode ser consolidar cargas e deixar um caminhão inteiro parado.

É justamente essa decisão que precisa ser analisada.

## Onde o AutoRoute entra nisso?

No [**AutoRoute**](http://www.autoroute.com.br), a composição de cargas e a roteirização fazem parte do mesmo problema.

A plataforma considera as características das entregas e dos veículos para auxiliar na distribuição dos pedidos e, posteriormente, encontrar rotas eficientes para executar aquela operação.

Porque não adianta criar a melhor rota para uma carga que foi mal composta.

Da mesma forma, não adianta aproveitar perfeitamente a capacidade do caminhão se ele precisar percorrer dezenas de quilômetros desnecessários.

**Carga e rota precisam ser pensadas juntas.**

## Amanhã, observe seus caminhões antes de eles saírem

Não olhe apenas se estão cheios.

Pergunte:

**Qual é a taxa de ocupação de cada veículo?**

**Estou atingindo primeiro o limite de peso ou de volume?**

**Existem veículos diferentes atendendo clientes da mesma região?**

**Alguma dessas entregas poderia ter sido consolidada em outro veículo?**

**Estou colocando mais caminhões na rua porque realmente preciso ou porque minha composição poderia ser melhor?**

Talvez você descubra que o problema da sua operação não seja falta de capacidade.

Pode ser simplesmente a forma como essa capacidade está sendo utilizada.

E aí a pergunta muda:

**Seu caminhão está cheio ou apenas parece cheio?**
